O Problema não é a diabinha à sua porta... É o diabo mesmo, da porta para dentro.

O problema não é a diabinha à sua porta.
É o Diabo mesmo, da porta para dentro.

Chegou mais um 31 de Outubro e eu estava em uma cidade do interior de São Paulo. A noite chegara e um grupo de crianças, liderados e conduzidos por algumas mães – a mãe-líder vestia-se de Malévola, da Bela Adormecida, recebiam suas últimas instruções.

Passei ao lado e vi por alto umas cinqüenta crianças, todas fantasiadas e maquiadas para a ocasião. Triste ocasião, quando crianças pequenas “brincam” com algo que não é brincadeira nem de perto. É muito longe disso.

I. O MUNDO DAS TREVAS.

Ele existe. E trevas na Bíblia representam sempre algo tão cruel, tão sinistro, tão perigoso, que só Deus as conhece e delas e de suas conseqüências nos redime e livra. É algo real e para tirar-nos de lá, só mesmo o Poderoso Filho de Deus. O texto bíblico é intenso nas informações e utiliza o verbo “libertar” para as mesmas. E não tem outro verbo para exemplificar o que Deus, em Cristo, nos fez: “Ele libertou do império das trevas” (Colossenses 1.13).

Nada associado a este império é bom. É divertido. Nada.

ü  Seria como brincar de “Auschwitz”.

ü  Seria como passear em “uma câmara de gás”.

ü  Seria como largar seus filhos pedindo doces no meio de ações de sanguinários ensandecidos em bombardeios na Síria.

ü  Seria como fazer um piquenique com o que foi arrecadado, na Ilha Queimada Grande, deixando as crianças sozinhas por uma noite, po lá.[1]

ü  Seria como pedir doces em um funeral de alguém que sofreu morte brutal.

Se pudéssemos comparar a situação espiritual paralela que correspondesse a esta “brincadeira do Halloween”, seria como você estar permitindo que seu menino, sua menina, participasse de tudo isso que acabei de ilustrar acima. Isto seria o que de possível - no reino espiritual das trevas - eu poderia utilizar como imagens vívidas ilustrativas para alertar-lhe pai, mãe, professores.

Não há prazer e nem alegria no Mal. E nem nas sombras espirituais.

E nem nas trevas onde os demônios habitam.

É o que a Palavra de Deus nos diz e adverte.

É com “essas coisas” você não brincaria e nem se divertiria. Mas, espiritualmente falando, é exatamente COM ISSO, no final das contas,  que se está brincando.

 II. O DIABO TAMBÉM NO HALLOWEEN.

Ele é um ser. O mais terrível, cruel e mentiroso deles.

Ele já está condenado. Eternamente condenado.

Você já parou por um tempo, sequer, para pensar no que isso implica e significa? Um ser totalmente e eternamente condenado?

Então, vestir-se dele, brincar em uma festa que se dirige para ele, no final de todas as coisas, deveria ser melhor pensando.

E totalmente evitado.

Fantasiar-se de “diabo” ou brincar e participar em uma festa que conduz para lembranças e ligações com ele seria o mesmo que permitir que seu filho; sua filha, passasse uma noite ouvindo e sendo aconselhado pelo pior dos condenados por crimes em qualquer país.

ü  Halloween é brincar de criminoso.

ü  Brincar de mentiroso.

ü  De destruidor.

ü  De assassino.

É isso o que o Diabo é em sua essência maligna.

E ele é o rei no Halloween.

Isso porque, tudo o que está ligado às fantasias dessa noite, não existe: bruxa voando em vassoura, não existe; fantasminha, múmia andando por aí, não existem. Não existem tais seres hoje atuando, voando em vassouras ou andando por toda parte, dessas formas.

Só existe o Diabo.

Atuando e andando todo dia e todo tempo por aí. Ele não é onipresente mas é ativo: governa a humanidade caída e procura destruir os piedosos. Bem pode estar perto de você, mais do que se percebe ou imagina (Jó 1.7).

O Diabo existe o suficiente para vir com tudo como uma fera. Assim ele também é descrito. (1 Pedro 5.8). Brincar de Halloween seria, portanto, como deixar sua criança pequena ir se divertir ‘lá fora’, naquela savana de leões caçando que você assiste no Discovery Channel ou Animal Planet, quando vê os leões emboscando uma presa e percebe que eles terão sucesso. É tudo uma questão de tempo.

O Diabo é responsável e responsabilizado na Palavra de Deus por todo ENGANO. Toda MALDADE; toda MENTIRA.

ü  Ele comanda toda falsa religião e aprisiona seus adoradores em cegueira total, que não demora a instalar-se nos corações desses uma dureza imensa.

ü  Por trás dos falsos deuses que escravizavam nações no Antigo Testamento sempre esteve o Diabo.

ü  Sua influência é sempre destrutiva.

ü  Seu ódio não reconhece limites em suas intenções.

ü  Não se deve amar situações e coisas ligadas ao Diabo (e nem, ao próprio).

Em sã consciência e devida informação bíblica e cristã, sabe-se que estes seres demoníacos são terríveis, dominadores, escravizadores de mentes humanas, podendo mesmo possuir corpos humanos e lhe tomarem todo domínio e faculdade mental. Demônios são arrebatadores de toda alegria e de toda esperança no coração dos humanos, que lhes são inferiores em poder e capacidade de resistência. Sim, ninguém pode resistir-lhes se eles resolverem e decidirem vir para a sua vida, da porta para dentro! Invadirão a sua existência e infernizarão a sua vida. Não ouse ‘brincar com isso’, Advertiu a todos, Jesus Cristo (leia agora mesmo: Lucas 11.24 a 26).

III. TUDO ISSO A PALAVRA DE DEUS INFORMA E AVISA BEM ANTES, SOBRE O DIABO.

E Desprezar todos esses avisos da Palavra de Deus é o mesmo que voltar as costas para o Grande Deus – o único que pode livrar-lhe do Diabo – e correr por aí, brincando de Halloween, sem perceber as conseqüências espirituais, mentais e emocionais que poderão advir de uma “brincadeira-nada-divertida”, como esta.

Cuidado pais e responsáveis por crianças.

O Diabo também é capaz de possuir corpos de crianças ou atormentá-las metalmente, que não têm medicamentos e nem psicanalistas no mundo que dêem jeito!

Se você não crê nas palavras do Filho de Deus, arrisque.

Mas advirto: o preço mental, emocional, físico e espiritual para o seu filho será alto demais. E todos poderão sofrer com isso.

IV. SE O FILHO DE DEUS...

1.       ...Expulsou demônios incontáveis de pessoas é porque eles existem, agem e dominam pessoas de tal maneira, que lhes roubam toda personalidade, controle e esperança de melhoria de existência por si (Veja, Marcos 5.1-13).

 

2.       ...Expulsou demônios de crianças, é porque elas também lhes são vulneráveis aos demônios, que não consideram o fator “idade” para agir.

É o que podemos ler nos evangelhos, como nesta passagem de Mateus 17.14-17:

A Cura de um Menino Endemoninhado.

14 Quando chegaram onde estava a multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: 15 “Senhor, tem misericórdia do meu filho. Ele tem ataques (no grego: “selêniazentai” ele fica fora de si e passa a agir miseravelmente como um enlouquecido, totalmente descontrolado) e está sofrendo muito. Muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Eu o trouxe aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo”. 17 Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”. 18 Jesus repreendeu o demônio; este saiu do menino que, daquele momento em diante, ficou curado.

 

 Notemos algumas palavras no texto [original] e nas passagens bíblicas:

Seléniazomai é o verbo em questão, que em algumas traduções foi mal traduzido por “epilepsia”, esta, uma doença normal e natural do organismo humano. Seléniazomai era o termo que as pessoas na antiguidade utilizavam para reações onde uma pessoa ficava se debatendo agitadíssima e não havia explicação para tal fenômeno (diferente de epilepsia. Tal tradução em algumas versões pode ser relativamente nova, em comparação com o relato, ou porque os sinais eram muito parecidos com epilepsia). No original só diz que era algo assustador de ver.

Tal termo pode significar no mínimo três coisas:

1) Pode ocorrer a qualquer momento; inesperadamente. Mas quando ocorre, há furioso descontrole que leva para situações críticas como a de se ir para o fogo ou para afogar-se, o que é bem diferente de epilepsia;

2) Tem a ver com “noite”; “aproximação de escuridão”; algo quando ‘a lua aparece’ (usou-se também o termo ‘lunático’ em algumas traduções para tentar exemplificar o que ocorria, achando-se que a pessoa estava sob efeito da lua [lembrem-se: não é piada ou gozação. A lua tem a capacidade de mover o mar; as marés. A ideia não é boba, em si) e,

3) A realidade que a passagem enfatiza é sobre algo que está acontecendo na realidade de vida de uma pessoa e que está mesmo ligada ao que ultrapassa totalmente o diagnóstico humano, onde ninguém tem nenhum poder de controle e nem explicação médica. É maior do que ‘só uma enfermidade [desconhecida]’, isso porque, nota-se da realidade triste da passagem: tem a ver com DESTRUIÇÃO. Fogo destrói e mata. Era para lá que o menino ia. Água; afogar-se, idem. Refere-se a uma força maior, que agindo nele [no menino em questão] o conduzia para a destruição física (diferente da degradação física de uma enfermidade).

Não havia “explicação” no mundo antigo. E nem há no de hoje.
Só a Palavra de Deus explica a fonte disso: invasão demoníaca e sua ação em uma vida, dominando-lhe tudo: todas as reações da mente ao corpo.
JESUS CRISTO logo viu e disse que aquilo era demônio (e não, doença).
“Menino” é a dedução do termo “infância”, que será descrito sobre a mesma situação no evangelho de Marcos. Em Mateus a passagem quer destacar alguém ainda jovem, talvez um adolescente em tempos modernos.
 a descrição da situação tanto em Mateus como em Marcos visa referir-se a uma pessoa muito nova; muito jovem, que estava acometida de terrível invasão-situação DESDE A INFÂNCIA (“...desde quando acontece-lhe isso, perguntou Jesus? O pai respondeu: desde a infância – passagem correlata em Marcos 9.24).  O termo grego “paidiou” equivale a INFÂNCIA.

 

V. ALGUMAS PERGUNTAS FINAIS PARA O MOMENTO.

Pergunta: era enfermidade normal ou natural, o que o menino tinha?

Não. Era ação mais do que natural (mas o corpo sentia e padecia). Era algo sobrenatural: invasão de espíritos imundos na curta existência dessa pessoa, desgraçando sua integridade holística: corpo e mente.

Pergunta: por que a Bíblia usa o termo “curou”, se não era doença?

A causa em si não era ‘doença’, era invasão. Mas o corpo sofria tais efeitos. Miseravelmente refere-se ao estado que a pessoa ficava de tão esgotada física e mentalmente, que desabava, precisando de repouso como se condições indescritíveis tivessem lhe agitado (e agitaram!) todo o corpo. Descargas de adrenalina ocorreram em profusão, não tenhamos dúvidas. O corpo sentia e padecia toda a forte reação do esforço físico em grande e total descontrole. Notemos que depois que o demônio saiu, o corpo do menino ficou tão debilitado que era como se ele estivesse morto (Marcos 9.26).

Uma pergunta necessária, aqui: o meu filho ficará endemoninhado se brincar de Halloween???

A resposta é: pode ser que não.

Mas eu não arriscaria para ver.

Isso porque, com o mundo sobrenatural das trevas não se brinca em hipótese alguma!

Recomendo que você estude e pesquise mais sobre A GRAÇA COMUM de Deus para tentar compreender um pouco mais a dimensão da minha reposta (“pode ser que não”).

Pergunta: o Diabo sempre invade corpos?

Pode ser que não.

E geralmente não o faz. Mas pode atormentar mais do que se sabe ou imagina. Pode tirar/roubar do sono à paz; da tranqüilidade à falta de ânimo. Brechas que lhe derem ele saberá aproveitar e irá agir. Nem sempre com possessão. Pode também oprimir. Possessão é um de seus últimos recursos de desespero [dele] por derrotado e condenado que é. Assombrar e tirar a paz, será mais possível na vida de muitos, por ação dele.

 

VI. Se o Diabo não age como desejaria...

É só por Sua Graça Comum [de Deus] que o Diabo não age como gostaria e tentaria, sempre. Ele veio para matar, roubar e destruir. Verbos ‘nada animadores’ esses (ver, João 10.10; 8.44).

Só Deus mesmo o freia.

Só Deus mesmo o repreende. Este mundo, sua casa, sua vida, sua família, o Brasil, o Japão, os oceanos, só não estão piores como poderiam estar, por pura e absoluta Graça Comum de Deus, em Sua misericórdia e longanimidade, que quer dizer (paciência longa que Deus tem com este mundo entregue às maldades advindas do pecado e de pecadores que zombam de Deus).

Portanto, mais uma vez recomendo e advirto:

ü  Não brinquem com o Halloeween.

ü  Não brinquem com o império das trevas.

ü  Não brinquem com o Diabo e nem desprezem a sua fúria.

O problema não será ‘a diabinha fantasiada’.

Será o real ser das trevas, que se entrar em uma casa, não sossegará enquanto não a saquear e destruir.

E nada tem de doce, nisso.


[1] Ilha Queimada Grande é um pedaço rochoso coberto de vegetação localizada a 35 km do litoral de São Paulo, entre as cidades de Peruíbe e Itanhaém. Tem chamado a atenção ao longo dos último cinco séculos por uma característica insólita: é habitada quase que exclusivamente por uma espécie de cobra, a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), um dos mais perigosos e venenosos ofídios do planeta.

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