# 01. O Deus dos órfãos


É impressionante como a Bíblia fala sobre órfãos. Nós é que não os vemos.

Nos textos da Lei, ou seja, já logo na constituição de um povo como nação diferente e especial de Deus para brilhar para a sua glória no mundo, no livro do Êxodo lemos: A nenhuma viúva nem órfão afligireis. (Êx 22.22).

Essa passagem está entre as leis religiosas do povo de Deus, ou seja: a maneira como se deveria praticar a fé, pois religião de Deus e para Deus é isso: fé em prática, amor em ação.


Somos muito rápidos em pensar em religião apenas como segmento religioso e aí, 'eu tenho a minha religião e você tem a sua', mas para Deus a palavra - que está na Bíblia - não é assim. É como já dissemos e destacamos aqui: fé em prática, amor em ação.
Vejamos estas palavras de Tiago: "A religião pura e sem mácula, para com nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo" (Tg 1.27).

UAU! MAS QUE TEXTO É ESSE, DE TIAGO!

A primeira parte do texto, até podemos realizar, quem sabe, até como desencargo de consciência, por termos o suficiente ou, algumas vezes, tanto: visitar viúvas e órfãos nas suas tribulações. Aí,de vez em quando levamos algo para eles, doamos roupas, utensílios ou objetos de necessidades. Mas, será que estamos nos mantendo incontaminados desse mundo, agindo dessa forma (a segunda parte do versículo)?

Seria, entre outras coisas, não agirmos como o mundo age e não fazermos como todo mundo faz! O mundo até faz algo pelos órfãos e as viúvas (e velhinhos, também) em termos de doações materiais (fazem até mais do que nós, nesse sentido). Mas doar algo do que se tem, sobra ou até mesmo que queremos nos livrar ( de roupas, por exemplo, em um guarda-roupas repleto, porque precisamos de mais espaço para as novas) não é nem difícil e muito menos é religião. Até incrédulos e ateus podem fazer isso e até, melhor.
Não contaminar-se com o mundo é não sermos e nem fazermos igual e só por fazer, ou fazer de vez em quando, principalmente em épocas de Natal. Mas fazermos com boa constância de coração. Uma ATITUDE diferente, por termos Cristo! (veja o que diz Efésios 2.10). É e trata-se de uma boa obra e a disposição da lembrança, do apoio e da atenção devidas.

Uma pessoa órfã e uma pessoa desesperadamente carente, principalmente se é criança ou quando é criança, pois não dispõe de recurso algum ou de um supridor das suas necessidades e dos seus reais e possíveis desejos pessoais.

Sim, desejos pessoais de poder sentir-se alguém; gente, diferente e gente igual! Diferente ,porque cada pessoa é pessoa única. E igual, porque o tratamento deveria ser o mesmo e com os mesmos direitos. E toda criança tem o direito à educação e à assistência! São direitos da criança  e isso está nas constituições dos países.

Se são direitos das crianças, os governos e demais instituições oficiais deveriam olhar melhor para as condições  dessas crianças órfãs e das viúvas e velhinhos, também. E são DEVERES do povo de Deus colocar sua fé em ação e para auxílio. É bíblico.

Sua Igreja e denominação fazem algo por essas pessoas, tantas vezes sofridas e esquecidas? A sua família? Você?
É claro que não podemos resolver os problemas de todo mundo! Mas, podemos aliviar os problemas de alguns, principalmente dos que sabemos ou podemos procurar saber, perto.
Na sua cidade tem orfanatos? Casa de acolhimento de idosos? Viúvas frequentam a sua igreja ou, alguém conhece alguma viúva ou viúvo que estão passando por necessidades? Então, podemos fazer algo, sim.

1. Orar. Para que Deus lhes proteja e providencie os meios para as suas necessidades. E estarmos dispostos a servirmos a Deus e o próximo, com o Seu amorem nós. Oremos para que Deus derrame do Seu amor em nossas vidas , também para as ações devidas.

2. Não agir por precipitação, mas com fé - Lembre-se: não podemos resolver os problemas de todo mundo, mas podemos ajudar a vencer algumas de suas dificuldades. Assim, podemos prestar melhor atenção nos pontos a seguir.

3. Organização. É melhor - A seguir, podemos começar a situar onde tem locais de atendimento e de acolhimento de pessoas como as que estamos lendo aqui. Uma vez situados, um progressivo conhecimento das condições e situações DO LOCAL podem ser os próximos passos. A observação cuidadosa de um local ou grupo já pode ser um bom começo.

4. Pena não é amor. Pena é passageira- E ninguém precisa muito mais da nossa pena mas sim,  do nosso amor. Pena nos conduz à precipitações e até a ações desnecessárias (e por que não, viciantes para todos). O amor pensa no bem e pensa bem: como podemos atender esta necessidade com incentivo à dignidade daquela(s) pessoa(s) que padece(m)?

A partir de ações bem coordenadas e pensadas em amor, melhorias poderão vir. A boa atenção devida poderá surgir.
Homens e mulheres de Deus dirigiram muitos orfanatos, entre eles,

George Müller e Charles Spurgeon! Conta-se que o pastor George Müller alimentou mais de 10 mil órfãos e cuidou deles.

1. Ler o que puder sobre esses homens de Deus. Há na internet muitos textos sobre eles e como eles agiram sobre a questão dos órfãos no seu tempo. Tem biografias deles, também! (procure saber. Existem livros);

2. Conversar com alguns adultos que podem ajudar com ideias e opiniões para planejamentos de boas ações.

Neste mundo caído e com a presença do pecado, pessoas podem ficar órfãs e sofrer mais do que deveriam com isso, também por causa da impiedade que opera na sociedade de homens, mulheres e crianças que se afastam cada vez mais de Deus.

Mas, o povo de Deus, deveria ser e agir diferente! Primeiro do que tudo, vendo a realidade, orando por ela e pensando em meios de demonstrar o amor de Deus em ação através de nós. 
Devido às circunstância, isso é difícil? É. E muito. Mas isso é possível (agir e tomar certas atitudes certas)? É possível, por graça.


VOCÊ SABIA... que o Dia 24 de Dezembro em muitos países é considerado o Dia do Órfão?


Que sensibilidade e beleza a autora escrever 10 livros sobre Anne, a órfã. Lucy Maud Montegomery ajudou-nos a ver com carinho e sensibilidade para esse grupo de pessoas que muitas vezes, não vemos.

Então, ficam algumas boas sugestões aqui: 

DO LIVRO ANNE DE GREEN GABLES - Ela é uma menina órfã que perdeu seus pais ainda bebezinha. Sim, podemos imaginar o quanto ela deve ter sofrido. Mas alguém sempre cuidou dela, de uma forma ou de outra. Ou bem ou mal, Anne foi sobrevivendo e aprendendo a viver E NUNCA PERDEU A ESPERANÇA ou permitiu-se amargar.

No quinto capítulo do Livro referido (A História de Anne) vemos como a autora, Sra. Lucy Montgomery  apresenta sua personagem de uma maneira sensível, doce, nem um pouco revoltada, ainda que sofrida. Anne procurou sempre tirar boas coisas das coisas tristes e até das más, que sofreu.




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É mesmo de desabar de tristeza.




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