A Igreja e a Educação Sexual das Crianças - parte 2

Parte 2 – O QUE A IGREJA PODE, O QUE ELA DEVE E O QUE ELA NÃO PODE FAZER?

Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe” (Provérbios 1.8).

Introdução: A Igreja pode e deve instruir bem os pais: pregando, ensinando, providenciando cursos, visitando famílias inteiras, orientando e até chamando a atenção em particular. Mas ela não pode criar os filhos de ninguém quando uma criança têm pai e mãe.

1. Pais sonolentos, filhos se perdendo...

Os pais enfrentam uma séria questão: repensar como é e como está sendo a educação tradicional e o dia escolar normal nesses tempos. Quem informa o quê? Quem diz o quê para nossas crianças, seus filhos? 

Enquanto isso, crianças e pré-adolescentes estão em um momento crucial para a exploração sexual decaída e a formação da identidade sexual, que pode ser influenciada por muitos fatores ambientais externos - cultura, mídias sociais e televisivas, influenciadores e amigos. Se os pais não decidirem estudar em casa e participar de qualquer outra ação nesses tempos de rápidas e drásticas mudanças, tais influências ainda estarão lá e poderão puxar vidas muito jovem para o abismo da loucura da perversão mental e moral sexual

2. Assunto de hoje: tudo começa em casa e não na Igreja e nem na escola.

Primeiro, é importante que os pais entendam que os dias são maus e inumeráveis desses dias produzem muitos males para perversão da sexualidade, daí, o adiamento de estudar bem o assunto só piorará as coisas. Toda questão tem como base o Lar, a família e a criação e educação dos filhos.

Não começa na Igreja e nem na escola. O assunto é do lar, primeiro.

A. Os pais são as pessoas que os filhos mais ouvem e confiam!

Eles não escutarão outras vozes, a não ser que...

a) Logo cedo percebam quão alienados e também desinteressados pela boa formação de suas vidas, eles sejam.
b) Tão desinformados se mantenham.
c) Tão distantes da formação que exige tempo, orientações, conversas, se mantenham (contrariando Deuteronômio 6.5-7).
d) Tão desinformados persistam em seguir.
e) Tão rasos em responder com a Palavra de Deus, continuem.

Aí, rapidamente os próprios filhos desistirão de ouvir os seus pais, pois não existe decepção maior para um filho do que perceber que seus pais são alienados, desatualizados e desorientados, principalmente sobre assuntos sérios da vida, à luz da Palavra e das respostas de Deus.

B. Os pais são as primeiras pessoas a quem os filhos recorrerão quando ouvirem algo desconexo ou estiverem com dúvidas.

Que bênção que o Senhor deu aos pais: a bênção da confiança e da credibilidade. Naturalmente – porque assim o Senhor os formou e fez – os filhos escutam seus pais e neles confiam como as maiores fontes de informação, de orientação e de conhecimento.

Infelizmente não é pequeno o número de pais que lançam fora essa bênção. E bênção desconsiderada ou desprezada é motivo de convivência com maldições. Por exemplo: poucos cristãos leem e se orientam por Deuteronômio, capitulo 28. Muitos não leem, tantos desprezam os avisos e as orientações ali, pois pensam que “é para todo mundo”. É, mas para o seu mundo, primeiro! E seu mundo é o seu lar. O que for desprezado ali, será aproveitado pelo príncipe desse mundo contra os seus!

Seja um pai desinformado e desinteressado em assuntos espirituais e morais, seja uma mãe tola e logo vocês verão as deformações morais invadindo a mente e a alma de seus filhos.

C. Os pais são os maiores responsáveis pela FRUSTRAÇÃO INFANTIL.

Não tem nem comparação. Nada se compara à frustração infantil no lar. E o que elas, as crianças, vêem em nós? Como nos enxergam tratando das coisas sérias e certas, priorizando o que é justo, tem boa dinâmica e justa ordem e o segue dando frutos em amor? Quando nos vêem nos exercícios espirituais devocionais? Quando nos vêem conversando entre nós e demonstrando afetos – ternos afetos de misericórdia e em amor? Sim, em casa.

A| frustração com uma aula, com a escola, com uma roupa... elas até superam. Não superarão a frustração no lar e um dos desdobramentos disso é que não mais irão querer ir à igreja, pois, para quê serve a igreja, se seus pais ou não aprendem, OU NÃO MUDAM?

Muito da frustração com a Igreja não começou na Igreja, infelizmente, mas em casa.

D. Os pais largam de procurar aprender.

É impressionante o que tenho visto na vida de muitos. Quando o casal vai ganhar seu primeiro bebê, eles (em geral) não faltam aos exames, procuram ler tudo que puderem a respeito, têm aulas sobre como cuidar de um bebê, vêem vídeos no Youtube, participam de salas de aula na Igreja sobre o assunto, tomam notas e COMPRAM LIVROS.

 Sigo impressionado com a quantidade de revistas e de  livros sobre bebês e recém-nascidos que tantas pessoas têm em casa. Uma boa parte da estante de livros! Se passam em uma livraria, está será a primeira sessão que procurarão.

Mas quando o bebê cresce um pouquinho mais... Pronto! Automaticamente eles param de ler, de estudar e de procurar por material de boa informação. Como que, largam pra lá! De “especialistas em bebês”, tornam-se ignorantes para as demais áreas e fases de desenvolvimento dos filhos. Não leem e estudam PREVENTIVAMENTE mais nada.

Em muitas famílias, há um bloqueio para isso. Tornam-se cegos e surdos para os demais desafios que só estão começando e que poderão prejudicar e muito a vida de seus filhos menores.

E o que dizer ainda, da quantidade de pais que não leem a Bíblia e não estudam os textos sobre criação e educação de filhos e nada na Palavra de Deus sobre formação da vida cristã de suas crianças? Pais que nunca leram e estudaram o livro de Provérbios, que tem o que dizer sobre a pré-adolescência e juventude, e muito - por exemplo?

3. Por hora insistimos nisso:

A Igreja e nem a escola podem educar e criar uma criança. São parceiras dos pais em tudo (ou deveriam ser). O que disso passar, será tentativa de preencher lacunas o que essas duas instituições estarão fazendo e os resultados serão poucos em benefício, em comparação com os malefícios de pais ausentes, distantes, alienados e tolos.

Que isso não aconteça com os seus filhos. Em sua casa, é a minha oração.


Nosso próximo assunto: A Igreja e o que ela pode e deve fazer.

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