HÁ PREVENÇÃO CONTRA O SUICÍDIO?

Há boa notícia que há!


De vários atentados contra a própria vida, que não terminaram em óbito mas que a pessoa sobreviveu (este é um termo técnico possível no caso), são animadores os casos em que não houveram mais novas tentativas ou reincidências.


Porém, NÃO HÁ FÓRMULA, do tipo: faça isso e haja assim, que dá certo e evita-se o suicídio.
Não.

Dura e triste realidade:
Percebe-se que o fenômeno é global e que estabilidades econômicas e sociais garantam diminuições de casos. Em países tidos por desenvolvidos e com avanços melhores nas referidas áreas, do que na América do Sul, África e Ásia, em sua grande parte pobre, a questão também preocupa as autoridades de saúde mental.

Sendo assim, o jovem não vai tirar a sua vida de uma hora para outra, mas apresentará alguns sintomas e manifestará sinais que ajudam os pais a identificarem as tendências suicidas.
Também é fundamental observar atentamente possíveis mudanças e considerar cada uma delas para acompanhar sua evolução.
A seguir, você pode conferir alguns dos sintomas que indicam possíveis tendências suicidas e que acendem um sinal de alerta para medidas preventivas ou a busca por ajuda.

Quando os jovens estão passando por problemas eles podem apresentar desvios de conduta. Nesse caso, realizam atos que não condizem com o seu comportamento típico e que, muitas vezes, são contrários à criação que receberam.


É importante que os pais fiquem atentos a isso porque, na maioria dos casos, esses desvios de conduta são associados às más companhias, amizades ou rebeldia. Na verdade, podem ser o reflexo de um quadro depressivo e da tendência suicida.


A manifestação da agressividade ou o aumento dela, podendo ser física ou verbal, também está relacionada com a depressão em jovens. Essa doença se manifesta de formas diferentes em indivíduos mais novos, por isso, pode ser confundida com atos agressivos propositais. Temos a tendência de achar que depressão “deixa as pessoas quietas”, mas não. A agressividade pode ser sinal e sintoma da presença da depressão.


Mas, atenção: aqui não estamos falando de desentendimentos ou eventos isolados, mas da manutenção de um padrão de comportamento agressivo que ocorre por vários dias ou semanas. Afinal, os conflitos são naturais, mas são um sinal de alerta quando persistentes.


Outra forma de os pais identificarem a tendência ao suicídio entre jovens é por meio de algumas ideias ou expressões que caracterizam a intenção suicida. O adolescente passa a utilizar frases como:


  • Queria desaparecer;
  • Tenho vontade de dormir e não acordar mais;
  • Tenho vontade de morrer;
  • Queria me matar;
  • Qualquer dia eu dou um jeito de me livrar de tudo isso, de vez.

  • Não quero mais continuar;
  • Não quero ficar nesse mundo.
Quando existe uma intenção de suicídio, o jovem também pode se mostrar desesperançoso com o seu futuro, desacreditado da sua própria capacidade. Ele demonstra uma certa apatia e falta de vontade porque não acredita que as coisas possam mudar ou serem melhores.

Há o negativismo, com a crença de que tudo sempre vai dar errado. Isso também pode levar ao sentimento de culpa, uma queda da autoestima, insegurança, falta de autoconfiança e até mesmo procrastinação. Pode haver, inclusive, um desinteresse pelas atividades que antes mais gostava.
  • isolamento social;
  • faltas excessivas ou abandono da escola;
  • alterações no apetite;
  • mudanças no padrão do sono;
  • Tristeza excessiva.
Lembrando que os sinais podem variar para cada pessoa.
Outro aspecto a ser ressaltado é a importância de prestar devida atenção àquilo que o jovem está sentindo, ainda que para um adulto o problema pareça pequeno.
Da observação cuidadosa e não alarmista da presença de fatos e fatores como esses, providências devem ser tomadas:
O que existe é UM CONJUNTO DE AÇÕES que colaboram para a prevenção ou até mesmo o desvio na mente da pessoa para tal ato.

Em todo o planeta, as mortes por suicídio chegam a 800.000 por ano, segundo a OMS. Esse panorama demonstra que a realidade do risco global de mortes por essa causa na juventude induz à busca de medidas que diminuam o avanço dessa questão tão real e tão difícil.

Quando a OMS afirma que os suicídios são preveníveis, ela também alerta que a prevenção só será efetiva mediante a adoção de estratégias mais efetivas. É necessário, portanto, implementar ações mais eficazes de prevenção do ato suicida nos programas voltados à educação e à saúde, principalmente nas regiões cuja população jovem compõe o grupo de risco.
Alguns sintomas de tendências suicidas.
Uma das razões pela qual se afirma que o suicídio é prevenível é o fato de que não se trata de um ato repentino.
Daí a importância de ser presente na vida dos filhos, conhecer o comportamento e a personalidade deles.

Problemas de conduta.
Agressividade.
Ideias e expressões suicidas.

É verdade que em momentos de estresse expressões e frases como essas podem surgir isoladamente como uma forma de desabafo. Mas é preciso observar se elas não vêm acompanhadas por outros sintomas que também indicam a ideação suicida, ou se não são usadas com muita frequência.

Desesperança e negativismo.

Outros sinais que também se manifestam entre os jovens com tendências suicidas são:

Observações para pais e professores no colégio; na escola..
Em alguns casos, o jovem pode se expressar não só verbalmente, mas por meio da escrita, como por cartas, desenhos, bilhetes ou um diário. Então, toda e qualquer mudança deve ser considerada.

Em alguns casos eles são muito evidentes, em outros, são mudanças sutis que podem passar despercebidas se não houver uma proximidade.
Cada um tem sua forma de lidar com problemas e a realidade, e os pais precisam se mostrar como apoiadores, evitando julgamentos e recriminação.

1.   Se não sabe como agir, procure ajuda profissional na área de saúde. São as pessoas mais capacitadas para as primeiras orientações e providências.
2.   Não deixe de procurar ajudar. Adiar, pode piorar a situação
3.  Crises não vêm por que se quer “chamar atenção. A tristeza que direciona para a ideação suicida é diferente de birra, manhã ou “joguinho de cena”. Ela é mais aguda e mais persistente, com graus de profundidade perceptíveis.
4.   Crises não passam “de uma hora para outra”. O jovem pode e precisa ser ouvido. Um profissional da área de saúde mental poderá ser a pessoa mais apropriada para momentos de conversas, desabafos e entendimentos de fatos e de fatores. Um bom e capaz psicólogo poderá ser de grande auxílio.
5.   Nunca descarte o acompanhamento psiquiátrico. Não se deixe levar por preconceitos. A Psiquiatria é um ramo sério e muito preciso n estudo dos comportamentos e também ações e reações da mente humana, podendo com sua capacidade, auxiliar com tratamento devido e acompanhado.
6.   Tenha paciência e peça ao Senhor para lhe encher de compaixão, amor e de bondade. Esses são elementos muito importantes também no tratamento e no tempo em casa.
7.   Siga direitinho as orientações que as pessoas competentes lhe passarem. Não haja por impulso em nada. Não tire suas próprias concussões também quanto a medicamentos e seus efeitos. Procure o médico. É ele quem pode mudar a medicação, orientar nova forma de dosagens, etc.
8.   Nunca se esqueça de Deus e da Sua casa. Leia sempre a sua Bíblia e procure saber mais através de boas leituras existentes, como você pode agir e servir melhor.
São algumas atitudes que podem prevenir o suicídio.

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Auxílio, fonte de consulta e nossa gratidão aos excelentes artigos do Hospital Santa Mônica. O leitor encontrará vários e práticos artigos em seu site. 

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